Acórdão do Tribunal da Relação do Porto
Processo:
0822282
Nº Convencional: JTRP00041733

Data do acórdão:07-10-2008

II - Uma coisa é a possibilidade, outra a indispensabilidade.
III - Sendo possível executar a obra utilizando o prédio da agravada, mas não sendo indispensável que assim seja, não está esta obrigada a consentir na utilização do mesmo para o efeito.

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Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra
Processo:
2811-2000
Nº Convencional: JTRC1250

Data do acórdão:19-12-2000

I - É a lei substantiva que cabe fixar os casos em que a recusa ou falta de consentimento pode ser suprida, sendo o princípio geral o de que o consentimento só pode ser suprido judicialmente quando a lei reguladora do respectivo acto jurídico permitir o suprimento, devendo concluir-se que este é inadmissível se a lei substancial nada disser a tal respeito.
II - No caso de passagem forçada momentânea por prédio alheio para nele levantar andaime, colocar objectos, fazer passar por ele materiais ou praticar outros actos análogos, quando tais actos sejam indispensáveis à reparação de algum edifício ou construção, a lei substantiva (art. 1349º) determina que o dono do prédio é obrigado a consentir nesse actos. III - Porém, não pode o titular do direito ao acesso obter o suprimento do consentimento judicialmente, por este não se encontrar legalmente expresso, lançar mão do processo previsto no art. 1425º do CPC, mas sim de uma acção declarativa comum.

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